Miocardiopatias
- Sobre
A miocardiopatia é uma doença que vai, aos poucos, causando alterações no músculo do coração e, assim, enfraquecendo-o. Isso pode fazer com que ele perca parte ou todas as suas funções. Ela pode se desenvolver de três formas diferentes, como dilatada, hipertrófica e restritiva.
Ela é uma das principais causas para o desenvolvimento de quadros mais graves, como a Insuficiência Respiratória.
- Miocardiopatia Dilatada
A Miocardiopatia Dilatada é uma doença que afeta o coração, mas não afeta a sua estrutura propriamente dita.
O sangue tem as suas origens e destinos habituais no coração, porém, com a função e o tamanho do coração afetados, principalmente no ventrículo esquerdo, o músculo cardíaco é tão fraco que mal consegue enviar o sangue para as partes às quais se destina.
A Miocardiopatia Dilatada é uma doença rara e grave, acometendo em média de 0,34 a 3,8 casos ao ano para cada 100 mil crianças, porém é importante atentar-se aos sintomas:
- Falta de ar ou cansaço;
- Falta de apetite;
- Fraqueza;
- Inchaço nos pés e nas pernas;
- Abdômen inchado;
- Tosse sem secreção;
- Aumento da necessidade de urinar ao longo da noite;
- Necessidade de usar vários travesseiros para dormir;
- Acordar no meio da noite com falta de ar intensa;
- Miocardiopatia Hipertrófica
A Miocardiopatia Hipertrófica é uma doença genética do músculo cardíaco, que se caracteriza pela espessura anormal das paredes do ventrículo esquerdo do coração. Isso pode levar a problemas com a função cardíaca e aumento do risco de arritmias cardíacas graves.
- Palpitações;
- Falta de ar;
- Dores no peito;
- Desmaios;
É a mais comum dentro deste quadro, sendo diagnosticada anualmente em 0,3 a 0,5 casos a cada 100 mil crianças. Além disso, ela pode ser congênita, geralmente por fatores genéticos, ou relacionados com a própria gestação, que causa algum tipo de má formação no órgão.
- Tratamento
Existem duas opções de tratamento disponíveis: a mais convencional envolve uma cirurgia complexa no septo do coração e tem riscos no pós-operatório, como arritmias e insuficiência cardíaca. Nesse tratamento, o paciente fica internado, no mínimo, entre sete a dez dias e a recuperação completa leva três meses.
A outra opção é também uma cirurgia, porém menos invasiva. O paciente recebe um implante de um tipo de marcapasso, que fica com uma parte encaixada no coração e a outra embaixo da pele. A partir daí, esse aparelho regulará os batimentos cardíacos.